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	<title>Medicina Preventiva, Esportiva e Tratamentos Estéticos &#187; cardiologista vila andrade</title>
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		<title>Cardiopatia congênita</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 12:46:23 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Cardiopatia Congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração que surge nas primeiras oito semanas de gestação, quando este órgão é formado. Estas alterações podem causar disfunções no desenvolvimento do feto, podendo comprometer o indivíduo em todas as faixas etárias.</p>
<p>1% de todos os bebês que nascem no Brasil tem alguma cardiopatia congênita. Destes, aproximadamente 30% precisam de tratamento cirúrgico ainda no primeiro mês de vida.</p>
<p>De todos os bebês que nascem com alguma cardiopatia congênita, apenas em 10% dos casos é possível identificar um fator de risco. Na grande maioria das vezes as mãe não possuem histórico familiar deste problema, não fazem o uso de medicamentos, ou não possuem a patologia.</p>
<p>As cardiopatias congênitas podem estar associadas às cromossomopatias, que são as alterações cromossômicas. Nas crianças com Síndrome de Down, 50% detém a doença, e outras síndromes, como na síndrome de Edwards, a associação está presente em mais de 90% dos caso.</p>
<p>O Ministério da Saúde estima que aproximadamente 30 mil crianças nascem anualmente no Brasil com alguma cardiopatia congênita, e faz o alerta para o diagnóstico precoce da doença.</p>
<p>Quais são os sintomas que geram alerta?</p>
<p>É importante realizar o diagnóstico precoce para buscar o tratamento adequado em tempo hábil. Para isso, devemos ficar atentos aos sinais/sintomas mais frequentes. No recém nascido e lactente jovem, alguns sinais e sintomas como boca, pés e mãos com coloração arroxeada, extremidades frias, pele pegajosa, baixo ganho de peso, sudorese profusa ao mínimo esforço, palidez ao chorar, perda de consciência e respiração ofegante, não podem esperar.</p>
<p>Para detectar se o bebê possui alguma Cardiopatia Congênita, são realizados exames específicos.</p>
<p><strong>AGENDAMENTO DE CONSULTAS E INFORMAÇÕES:</strong><br />
Rua Deputado João Sussumu Hirata, 180<br />
Panamby, Morumbi, São Paulo-SP<br />
Telefone: (11) 3502.6200</p>
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		<title>Aneurisma de Aorta</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Sep 2021 18:23:26 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O aneurisma de aorta consiste na dilatação das paredes da aorta, que é a maior artéria do corpo humano e que leva o sangue arterial do coração para todas as outras partes. Dependendo do local da aorta que é afetado, o aneurismo de aorta pode ser dividido em dois tipos:</p>
<p><strong>Aneurisma de aorta torácico: </strong>surge no segmento torácico da aorta, ou seja, na região do peito;<br />
<strong>Aneurisma de aorta abdominal:</strong> é o tipo mais comum de aneurisma de aorta e acontece abaixo da região do peito.<br />
Embora não cause qualquer sintoma ou problema de saúde, o maior risco do aneurisma de aorta é o seu rompimento, que pode causar uma hemorragia interna grave, colocando a vida em risco em poucos minutos.</p>
<p><strong>Sintomas</strong><br />
Na maioria dos casos, o aneurisma de aorta não gera qualquer tipo de sintoma específico, sendo identificado apenas durante exames médicos de rotina, como tomografia, ou quando acaba rompendo.</p>
<p>Porém, se o aneurisma crescer muito ou se afetar regiões mais sensíveis, podem surgir sintomas mais específicos:</p>
<p><strong>1. Aneurisma de aorta torácica</strong><br />
Neste tipo de aneurisma, algumas pessoas podem identificar sintomas como dor forte e intensa no peito ou na região superior das costas, sensação de falta de ar, dificuldade para respirar ou engolir.</p>
<p>Este tipo de aneurisma é mais comum em pessoas com pressão alta descontrolada ou que tenham sofrido algum tipo de trauma.</p>
<p><strong>2. Aneurisma de aorta abdominal</strong><br />
Os sintomas de aneurisma de aorta abdominal são mais raros que os da aorta torácica, mas ainda assim pode surgir sensação de pulsação no abdômen, dor forte nas costas ou na região lateral, dor na região do glúteo, virilha e pernas.</p>
<p>Este tipo de aneurisma é mais comum em pessoas mais velhas, geralmente com idade acima dos 65 anos, que sofrem com aterosclerose. No entanto, traumas e infecções também podem ser causas.</p>
<p><strong>Quem tem maior risco de aneurisma de aorta?</strong><br />
O risco de desenvolver uma aneurisma de aorta normalmente aumenta com o passar da idade, sendo mais comum em homens com mais de 65 anos.</p>
<p>Além disso, existem outros fatores que também parecem aumentar o risco, especialmente ter algum tipo de doença não tratada, como diabetes, aterosclerose, colesterol alto, pressão alta ou doença coronária.</p>
<p><strong>Como confirmar o diagnóstico</strong><br />
Para diagnosticar a aneurisma de aorta o médico pode solicitar a realização de alguns exames, principalmente tomografia computadorizada, raio-x e ecocardiograma, por exemplo. Caso seja identificado algum aneurisma nas imagens dos exames, o médico normalmente avalia outros fatores, como a idade da pessoa, seu histórico de saúde e o grau de desenvolvimento do aneurisma, para determinar a melhor forma de tratamento.</p>
<p>Não deixe de consultar um cardiologista caso venha a notar os sintomas descritos acima.</p>
<p><strong>Entre em contato e agende uma consulta, cuida da sua saúde!</strong><br />
Rua Deputado João Sussumu Hirata, 180<br />
Panamby, Morumbi, São Paulo-SP<br />
Telefone: (11) 3502.6200</p>
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		<title>Insuficiência cardíaca</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2021 14:05:41 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>A insuficiência cardíaca é caracterizada pela dificuldade do coração em bombear o sangue para o corpo, gerando sintomas como cansaço, tosse noturna e o inchaço nas pernas ao final do dia, já que o oxigênio presente no sangue não consegue chegar aos órgãos e tecidos.</p>
<p>A insuficiência cardíaca é mais comum de acontecer em pessoas que possuem pressão alta, já que nesses casos o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, provocando a dilatação do coração ao longo do tempo. Além disso, a insuficiência pode acontecer devido ao estreitamento das artérias, dificultando a passagem do sangue e distribuição pelo corpo.</p>
<p>A insuficiência cardíaca não tem cura, mas pode ser controlada com o uso regular de remédios orais e cuidados com a alimentação, além de consultas regulares no cardiologista.</p>
<p><strong>Principais tipos de insuficiência cardíaca</strong><br />
De acordo com a evolução dos sintomas, a insuficiência cardíaca pode ser classificada em:</p>
<p>• Insuficiência cardíaca crônica, que é desenvolvida ao longo dos anos devido à pressão alta, por exemplo, sendo o tipo mais comum de insuficiência;<br />
• Insuficiência cardíaca aguda, que surge repentinamente devido a um problema grave, como infarto, arritmia grave ou hemorragia e deve ser tratada imediatamente e no hospital para evitar complicações;<br />
• Insuficiência cardíaca descompensada, que surge em pacientes com insuficiência cardíaca crônica que não fazem o tratamento de forma adequada, sendo necessário internamento;<br />
• Insuficiência cardíaca congestiva, também chamada de ICC, em que existe acúmulo de líquidos nos pulmões, pernas e barriga devido à dificuldade do coração em bombear o sangue. Entenda o que é e como identificar a ICC.<br />
• É importante que a insuficiência cardíaca seja identificada para que o tratamento seja iniciado logo em seguida para evitar o agravamento do problema e surgimento de complicações que possam colocar em risco a vida da pessoa.</p>
<p><strong>Por que acontece?</strong><br />
A insuficiência cardíaca pode acontecer como consequência de qualquer condição que interfira no funcionamento do coração e no transporte de oxigênio para o corpo. Na maioria das vezes a insuficiência cardíaca acontece devido à doença coronariana, que é caracterizada pelo estreitamento dos vasos sanguíneos, havendo dificuldade na passagem de sangue e diminuindo a quantidade de oxigênio de chega aos órgãos, colocando a vida da pessoa em risco.</p>
<p>Além disso, no caso da cardiomegalia, popularmente conhecido como coração grande, é possível também haver insuficiência cardíaca, isso porque devido ao aumento do órgão, o sangue passa a ficar acumulado em seu interior, não havendo distribuição adequada de sangue e oxigênio para os órgãos e tecidos.</p>
<p>As alterações nos batimentos cardíacos ou no processo de contração e relaxamento do coração também podem levar à insuficiência cardíaca, principalmente em pessoas mais velhas e/ou que possuem hipertensão.</p>
<p><strong>Sintomas de insuficiência cardíaca</strong><br />
O principal sintoma de insuficiência cardíaca é o cansaço progressivo que se inicia após grandes esforços, como subir escada ou correr, mas que com o tempo pode aparecer até mesmo em repouso. Outros sinais e sintomas da insuficiência cardíaca são:</p>
<p>• Tosse excessiva durante a noite;<br />
• Inchaço nas pernas, tornozelos e pés ao final do dia;<br />
• Falta de ar ao realizar esforços ou em repouso;<br />
• Palpitações e calafrios;<br />
• Inchaço abdominal;<br />
• Palidez;<br />
• Dificuldade para dormir com cabeceira baixa.</p>
<p>Caso surja qualquer sinal ou sintoma indicativo de insuficiência cardíaca, é importante ir ao hospital para que sejam feitos exames que possam avaliar o coração e, assim, ser feito o diagnóstico e iniciado o tratamento.</p>
<p><strong>Tratamento para insuficiência cardíaca</strong><br />
O tratamento para insuficiência cardíaca deve ser orientado por um cardiologista e, normalmente, inclui o uso de medicamentos para baixar a pressão. Além disso, também é recomendado que o paciente diminua o consumo de sal e de líquidos e faça exercício físico regular, sob orientação do cardiologista.</p>
<p>Nos casos mais graves de insuficiência cardíaca, em que o paciente não faz o tratamento de forma adequada, pode ser necessário utilizar cirurgia para fazer transplante de coração.</p>
<p><strong>Entre em contato e agende uma consulta, cuida da sua saúde!</strong><br />
Rua Deputado João Sussumu Hirata, 180<br />
Panamby, Morumbi, São Paulo-SP<br />
Telefone: (11) 3502.6200</p>
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		<title>Um quarto dos brasileiros sofre de pressão alta</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2014 14:03:28 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Silenciosa, a pressão alta é uma doença perigosa e que vem crescendo entre os brasileiros. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde em 2012, 24,3% da população têm hipertensão arterial, contra 22,5% em 2006, ano em que foi realizado o primeiro estudo. Foram entrevistadas 45.448 pessoas em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. Como é um problema de saúde grave, mas ao mesmo tempo muito comum, foi criada uma data para lembrá-lo: 26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial.</p>
<p>É importante frisar que um dos principais fatores de risco para a hipertensão é a hereditariedade. Quem tem pai ou mãe com a doença, tem 30% mais chances de vir a ter pressão alta. Se os dois genitores têm o mal, esse percentual bate na casa dos 50%. &#8220;E mesmo quando um avô ou tio possui a doença, existe o risco maior de desenvolvê-la&#8221;, fala o cardiologista Nabil Ghorayeb, chefe da seção médica de Cardiologia do Exercício e do Esporte do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).</p>
<p>Apesar do forte componente genético, há muitas outras causas que podem colaborar para o desenvolvimento da doença, como os maus hábitos de vida. Fumar, beber, não praticar atividades físicas, estar acima do peso, se alimentar mal e viver estressado – equação comum no cotidiano de muitas pessoas atualmente &#8211; colaboram para que o mal atinja cada vez mais pessoas no Brasil e no mundo, com ou sem histórico familiar da doença.</p>
<p>O risco de pressão alta também aumenta com a idade. Segundo a pesquisa Vigitel 2012, 3,8% dos entrevistados entre 18 e 24 anos disseram possuir a doença, enquanto esse percentual sobe para 59,2% entre os com mais de 65 anos. Ela também aparece com mais frequência entre os portadores de diabetes e em quem possui fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como colesterol elevado.</p>
<p>Quem tem um ou mais desses fatores de risco deve medir sua pressão pelo uma vez ao ano. Já se a pessoa que tem histórico familiar da doença, recomenda-se medir ao menos duas vezes por ano.</p>
<p><strong>Sal em excesso</strong></p>
<p>Outro grande vilão, bastante presente no prato do brasileiro, é o sal. Isso porque, por um processo chamado osmose, ele aumenta a retenção de água pelo organismo, o que pode elevar a pressão nas paredes das artérias. Além disso, o sódio contido no sal pode causar o estreitamento dos vasos sanguíneos ao inibir a ação do óxido nítrico, que é uma substância dilatadora.</p>
<p>Como a pressão arterial nada mais é a que pressão exercida pelo sangue na parede das artérias, o calibre e a flexibilidade dos vasos sanguíneos estão diretamente ligados à hipertensão.</p>
<p>&#8220;O consumo excessivo de sal é um dos grandes vilões. Uma alimentação rica em sódio (sal) aumenta a chance de uma pessoa se tornar hipertensa, assim como dificulta o tratamento das pessoas previamente hipertensas&#8221;, explica o cardiologista Antonio Carlos Bacelar Nunes Filho, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. &#8220;Por isso, é recomendado aos que possuem a doença reduzir o consumo para, no máximo, 5 gramas por dia (equivalentes a 2 gramas de sódio)&#8221;, continua o médico.</p>
<p>Para entender melhor o mecanismo, é preciso entender o funcionamento do coração. O órgão trabalha em dois tempos: se contrai e adota força máxima para expulsar o sangue (processo chamado de sístole) e, logo em seguida, relaxa e adota força mínima (processo chamado de diástole). A pressão sobe quando há um descompasso entre esses dois processos, causado pela maior resistência oferecida pelas artérias para a passagem do sangue. &#8220;É como se você diminuísse o bico de uma mangueira: a água – no caso, o sangue &#8211; acaba saindo com mais pressão&#8221;, exemplifica Ghorayeb.</p>
<p>Apesar de todo o potencial negativo do sal para a pressão, Ghorayeb destaca que ele é importante para o funcionamento do corpo e não deve ser totalmente eliminado da alimentação. &#8220;Ele é necessário para a vida. Se uma pessoa tiver pouco sal no sangue, pode ter hiponatremia, transtorno gravíssimo que provoca confusão mental e até derrame. Por isso que os atletas tomam isotônicos, para repor o sódio do organismo perdido pelo suor&#8221;, explica o cardiologista.</p>
<p>Ele conta ainda que a digestão do sal começa já na língua, nas papilas gustativas. &#8220;Elas se fecham como se fossem vasos para não entrar tanto sal no organismo. Por isso, quando a pessoa tenta diminuir o consumo, ela sente como se a comida não tivesse gosto e volta a colocar sal no prato. É preciso aguardar um mês para que as papilas voltem ao estado normal e o indivíduo sinta novamente o sabor dos alimentos&#8221;, conta.</p>
<p>Outro erro grave, segundo Ghorayeb, é comer sal para aumentar a pressão, que tende a cair nos dias mais quentes. &#8220;No verão, a pessoa que toma remédio para baixar a pressão pode ter uma queda da mesma, pois o calor extremo provoca a dilatação dos vasos sanguíneos. Comer sal pode gerar um pico de alta de pressão&#8221;, diz. A dica, aqui, é se alimentar normalmente, tomar líquidos e permanecer em local fresco até se sentir melhor.</p>
<p>Hipertensos ou não, é importante também evitar choques térmicos, como fazer sauna e tomar uma ducha gelada, ou mesmo sair do sol escaldante e entrar em uma piscina ou mar de águas frias. &#8220;Isso pode gerar uma crise de pressão alta em qualquer pessoa, mas em especial em que já é hipertenso, pois há uma contração dos vasos pela mudança brusca de temperatura&#8221;, aponta.</p>
<p><strong>Diagnóstico</strong></p>
<p>A única maneira de detectar a doença é medindo a pressão do paciente, por meio de aparelhos que detectam a pressão naquele momento exato (seja em casa ou no consultório médico) ou por equipamentos automáticos que o paciente carrega consigo e que farão a detecção dos valores ao longo das 24 horas seguintes.</p>
<p>Na maioria dos casos a pressão alta é assintomática. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, sintomas como dor de cabeça, tonturas, edema das pernas, palpitações e sangramentos nasais podem ser sugestivos de hipertensão, mas não são específicos da doença. &#8220;Muitas vezes esses sintomas, na verdade, não são da hipertensão em si, mas do que chamamos de lesões dos órgãos-alvo, ou seja, de complicações em órgãos como coração, rins e cérebro decorrentes da pressão alta&#8221;, explica o médico do Instituto Dante Pazzanese.</p>
<p>Considera-se uma pressão ideal aquela com valores 120/80 mmHg (lê-se 120 por 80 milímetros de mercúrio) ou, como se fala comumente, 12 por 8. Esses números representam os valores máximos da pressão sistólica (120) e mínimos da diastólica (80) e são medidos em milímetros de mercúrio.</p>
<p>Valores acima de 12 por 8 e inferiores a 14 por 9 são considerados limítrofes e devem ser avaliados caso a caso por um médico. A hipertensão arterial acontece quando a pressão de uma pessoa é superior a 14 por 9. Nestes casos, a ida ao médico é essencial e urgente.</p>
<p>A pressão, quando não controlada, pode prejudicar o funcionamento de diversos órgãos. &#8220;A hipertensão pode gerar lesões devido aos problemas na circulação que causa. No cérebro, há risco de aneurismas e de AVC (acidente vascular cerebral). No coração pode dar um enfarte do miocárdio. E nos rins pode levar à insuficiência renal, condenando a pessoa à hemodiálise&#8221;, fala Ghorayeb.</p>
<p>A hipertensão arterial é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares. Ela é responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). &#8220;A mortalidade por doenças cardíacas aumenta progressivamente com a elevação da pressão arterial&#8221;, fala Nunes Filho.</p>
<p><strong>Tratamento</strong></p>
<p>Na maioria dos casos, a doença deve ser tratada com o uso contínuo de medicação. &#8220;O medicamento, quando necessário, geralmente é para toda a vida&#8221;, destaca o cardiologista Rui Póvoa, diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).</p>
<p>Medo de muitos homens, a disfunção erétil causada pelos remédios para pressão é coisa do passado, segundo os médicos. &#8220;Hoje, somente alguns tipos de remédio anti-hipertensivos podem causar disfunção sexual, e em um percentual pequeno de pacientes&#8221;, fala o cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein.</p>
<p>O medicamento é um adjuvante no tratamento, por isso o doente deve manter um estilo de vida saudável, com alimentação rica em frutas, verduras e legumes, e pouco sal, evitando alimentos industrializados. Além disso, deve evitar ficar acima do peso, fumar e beber, e precisa praticar atividades físicas com regularidade (30 minutos, pelo menos cinco vezes por semana).</p>
<p>&#8220;É possível controlar a pressão, nos estágios mais leves, somente com essas mudanças de estilo de vida&#8221;, fala Póvoa. &#8220;Algumas pessoas, após emagrecerem, conseguem bons resultados no controle da pressão. Com bons hábitos de vida é possível um tratamento sem remédios&#8221;, frisa, ainda, Ghorayeb.</p>
<p>O estresse também deve ser combatido com sono adequado, relaxamento e controle da ansiedade e depressão. Manter contato com amigos, reservar um tempo só para a família e o lazer também são importantes para a manutenção dos níveis de estresse e, consequentemente, dos da pressão. &#8220;Meditação, musicoterapia, ioga, entre outras técnicas de controle do estresse, demonstraram ser capazes de reduzir a pressão arterial de hipertensos&#8221;, aponta Nunes Filho.</p>
<p>A escolha do medicamento nem sempre é simples e muitas vezes demanda duas ou até três tentativas até que o doente se adapte. &#8220;Cada caso é individual e demanda uma estratégia de tratamento&#8221;, aponta Ghorayeb. O importante, nestes casos, é não desistir do tratamento.</p>
<p>Existem, ainda, doentes que não conseguem controlar a pressão mesmo com mudanças de hábitos e com medicação contínua. Chamados de resistentes, eles correspondem a 10% do total, de acordo com o cardiologista do Instituto Dante Pazzanese.</p>
<p>Para eles, existem as cirurgias que fazem alterações no sistema nervoso. &#8220;Elas bloqueiam os nervos que controlam a dilatação dos vasos sanguíneos. Com isso, eles se abrem e a pressão pode baixar&#8221;, relata. No entanto, a novidade é ainda pouco comum e está em fase de estudos.</p>
<p>Matéria do Portal UOL Saúde: <a href="http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/04/25/um-quarto-dos-brasileiros-sofre-de-pressao-alta-saiba-mais-sobre-a-doenca.htm">www.noticias.uol.com.br/saude</a></p>
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